Diferentemente do adulto, a pele da criança é mais fina, tem menos pelos e as glândulas responsáveis pela produção do suor ainda são imaturas. Por isso mesmo ela tem mais sensibilidade com relação a mudanças climáticas e apresenta maior tendência a brotoejas quando exposta ao calor e substâncias químicas. Para se ter uma idéia da sensibilidade, a pele de um recém-nascido tem metade da espessura da pele de um adulto.
Durante a gestação, o bebê conta com o vérnix, um manto protetor que impede a
pele de ficar muito úmida e enrugada enquanto a criança ainda está envolvida pelo líquido aminiótico. Apesar de perder essa camada assim que nasce, a pele guarda a maciez herdada dessa proteção.
Nos primeiros 30 dias de vida, ocorrem algumas mudanças na pele e é a partir dessa fase que muitos problemas se desenvolvem por causa de alterações fisiológicas. Só depois do segundo ou terceiro ano de vida é que a pele amadurece completamente, com o desenvolvimento das glândulas responsáveis pelo suor e diminuição da permeabilidade.
Justamente por ser mais fina, a pele da criança tende a absorver substâncias com mais facilidade, por isso é necessário tomar um cuidado máximo com a escolha dos produtos que se usa na pele e cabelos. Com a fácil absorção dessas substâncias, aumenta o risco de alergias e problemas decorrentes do uso de produtos inadequados, sejam eles utilizados na higiene da criança ou na lavagem de roupas, por exemplo.